O QUE ESTÁ A SER FEITO?
Muito ainda há a fazer, apesar de muitos progressos nas operações de salvamento no mar e assistência nas rotas terrestres, no acolhimento e integração de refugiados.
Além disso, na Europa, desde a crise migratória do verão de 2015 até ao final de fevereiro de 2018, foram recolocadas 33.721 pessoas refugiadas para Estados membros da União Europeia. Desde o final de 2017, a Comissão Europeia avançou com o novo programa de adesão voluntária de países da UE para a reinstalação de refugiados. Este programa prevê o acolhimento de pelo menos 50 000 pessoas. Pelo menos 19 Estados-Membros comprometeram-se a disponibilizar cerca de 40 000 lugares. Portugal disponibilizou-se para acolher 1.010 refugiados a partir da Turquia e de outros países terceiros.
Em 2016, 193 países assinaram a Declaração de Nova Iorque e comprometeram-se a intensificar a cooperação, a proteger e a encontrar soluções para os problemas dos refugiados. Esta é uma crise mundial que necessita de resposta europeia, como refere Frans Timmermans, vice-presidente da Comissão Europeia.
A política que a Alemanha instituiu para ajudar na crise dos refugiados foi a de aliviar a pressão sobre os países de fronteira com o norte da África e a Ásia, permitindo que os refugiados sírios peçam os seus passaportes lá, mesmo já tendo transitado em outros países europeus. A chanceler Angela Merkel e o governo alemão adotaram uma política de portas abertas em 2015, tendo recebido mais de 1,3 milhão de pedidos de asilo desde então.
